Jasmine estava deitada em sua cama ouvindo sua música preferida de Miley Cyrus. Era véspera de Natal, e em poucos minutos ela teria que se arrumar para a ceia, que aconteceria as 12:00 AM em ponto. Toda sua família estaria presente nesse ano, e ela só queria ficar trancada no seu quarto sozinha. Ela tinha acabado de passar na universidade de Harvard, com notas excelentes, seus pais estavam bastante orgulhosos; ela também estava, mas não se sentia com vontade de sair de casa, não ainda. Ela se levantou da cama e olhou pela janela a rua iluminada e crianças brincando na neve. Ela sorriu ao lembrar o quão brincava na neve quando era criança, mas agora se sentiria uma intrusa no meio delas. Respirou fundo, ela sempre fazia isso quando estava desanimada para fazer alguma coisa, e isso vinha acontecendo frequentemente. De repente, lembrou-se de Scott, seu ex-namorado. Ele tinha vindo com sua família quando Jasmine tinha cinco anos, e desde então se tornarão inseparáveis. Estudaram no mesmo colégio a vida toda, e com o tempo foram descobrindo o amor que existia entre eles. Scott Smith era o melhor na equipe de basquete, disputado por várias meninas, mas ela não tirava a razão delas, ele era simplesmente lindo. Seus cabelos eram castanhos claros, os olhos azuis como os mares da Grécia, alto e musculoso. E não poderia deixar de falar do seu belo sorriso, que iluminava qualquer um que estivesse por perto. Scott pediu Jasmine em namoro quando ganhou um campeonato muito importante contra uma escola rival. Ela não acreditou no início, mas quando viu o brilho e a verdade naqueles belos olhos azuis, ela sorriu e assentiu com a cabeça alegremente. Aquele foi o melhor beijo da sua vida, mas é claro que tiveram outros mais. E seus dias foram marcados com felicidade e amor. No dia 01/12/2014 ele me contou que voltaria para sua cidade natal, Yorkshire na Inglaterra. Aquilo tinha sido pior do que uma facada no peito, ela não pensou que choraria tanto, mas surgiram lágrimas que ela não sabia que nem existia dentro de si. Scott achou melhor terminar tudo, não seria justo prende-la a um relacionamento que não daria certo com a distância. Ele foi embora dia 25/12/2014, e ela ficou arrasada. Ela nunca pensou que Back To December da Taylor Swift faria tanto sentido em sua vida. Apesar de eles terem mantido contato por um tempo, tudo acabou depois, e nunca mais ela teve notícias dele.
 — Jasmine, vá logo se arrumar! As pessoas estão chegando. – sua mãe bate na porta.
 — Já estou indo. – ela grita de volta.
Ela foi para o banheiro do seu quarto. Despiu seu velho pijama de moletom e entrou no boxe. Ligou o chuveiro no inverno, e a água desceu quente, absolutamente do jeito que ela gostava. Não demorou muito, pegou a toalha que estava em cima da pia, e se enxugou lentamente. Saiu do banheiro e foi para frente do seu guarda-roupa. Escolheu um velho moletom tricotado por sua avó do natal passado, uma calça preta de moletom e uma bota. Vestiu seu conjunto de lingerie de bolinhas pretas, e depois a roupa quente que havia escolhido. Desceu as escadas rapidamente, e já podia ouvir as vozes dos seus familiares. Seu irmão estava no sofá conversando alegremente com nosso avô paterno. Sua mãe provavelmente estava na cozinha com suas duas avós terminando ceia. Seu pai estava colocando os presentes debaixo do pinheiro de natal. Seu avô materno estava assistindo um especial de natal, e Jasmine resolveu sentar ao lado dele.
Horas se passaram de muitas conversas e risadas. Seus tios chegaram mais tarde com os filhos já cansados. Sua mãe colocou travesseiros e cobertores paras as crianças dormirem em cima do tapete felpudo em frente a lareira. Quando deu 12:00 AM, todos foram para a mesa, rezaram por mais um natal juntos e começaram a comer. De repente, a companhia tocou.
 — Não está faltando ninguém, ou está? – perguntou o pai de Jasmine.
 — Devem ser crianças querendo rabanadas. – sugeriu Jasmine. — Vou ver quem é.
 — Deve ser as crianças dos Smith, eles adoram rabanadas. – Helena disse com um sorriso.
 — Pode ser mamãe, vou ver. – Jasmine levantou-se da mesa e foi abrir a porta.
Quando ela abriu a porta, não eram as crianças dos Smith. Era aquele rapaz que havia deixado ela há um ano. Seus olhos continuavam os mesmos, o sorriso torto preferido dela ainda estava lá, e o cabelo agora estava curto. Ele estava com um presente em formato de coração.
 — Eu pensei que se perguntava quem era antes de abrir a porta. – ele sorriu.
 — Scott. – ela finalmente conseguiu dizer. — O que está fazendo aqui?
 — Eu vim visita-la.
 — Quando chegou? – ela passou a mão nos cabelos loiros embaraçados. — Por que você voltou?
 — Eu posso entrar? Estou congelando aqui fora.
 — Oh, claro. Entre.
Scott entrou analisando toda a casa, reconhecendo os bons momentos que já tinha vivido ali.
 — Mamãe e papai, é o Scott! – ela gritou.
Sua mãe e seu pai logo chegaram à sala assustados. Logo vieram abraçar o rapaz que viram crescer e partir logo depois.
 — Vamos deixar vocês a sós, depois venham participar da ceia conosco.
 — Claro Sra. Carter. – Scott sorriu e beijou sua mão.
 — Sempre um cavalheiro. – sua mãe suspirou.
 — Depois eu quero dicas garoto. – seu pai bateu no ombro de Scott com alegria.
 — Claro Sr. Carter.
Eles saíram da sala e deixou Jasmine com Scott. Um silêncio constrangedor se instalou na sala, mas Scott logo quebrou o silêncio.
 — Como você está?
 — Sobrevivendo. – ela mordeu o lábio. — E você?
 — Sobrevivendo também. – ele senta no sofá e bate no lugar ao lado dele.
 — Eu quero saber o que está fazendo aqui. – ela senta ao seu lado.
 — Como eu disse, vim visita-la.
 — Eu não acredito.
 — Eu passei em Harvard.
 — Como? – ela engasgou ao falar.
 — Vou morar aqui novamente. – ele sorriu.
 — Isso não é possível.
 — É totalmente possível, Jas. – ele entregou a caixa para ela. — Espero que goste.
 — Eu não tenho nada para você. – ela pega a caixa de sua mão.
 — Eu achei estranho se tivesse. – ele disse irônico.
Quando Jasmine abriu a caixa, lá estava um porta retrato com a foto dos dois no parque na primavera. Ela estava rindo das cócegas que ele estava dando nela. Seus olhos se encheram de lágrimas, e logo ela soube que ainda o amava com todas as forças. Havia uma caixa de veludo vermelho, e quando ela abriu, havia um simples anel solitário.
 — O que significa isso?
 — Significa que eu quero você como minha namorada novamente, Jas. Eu amo você, nunca esqueci você em um só momento. Todos os dias foram insuportáveis longe de você. Por favor, diga sim. Aceite namorar comigo novamente.
 — Só me prometa que nunca mais vai embora.
 — Eu prometo.
Jasmine largou a caixa no braço do sofá, e sentou no colo de Scott. Entrelaçou seus braços no pescoço dele e o beijou. Beijou com toda saudade que sentia, com todo amor que estava guardado, com toda ferocidade que existia no seu corpo.
 — Eu amo você, Scott.

 — Eu também amo você, Jasmine.

Um texto sobre o amor


Muitas vezes eu fico pensando na definição do amor. Se é que existe uma. E se existir, porque diabos alguém seria privilegiado a ponto de ser capaz de entender tal coisa? Mas ontem, eu tive a certeza que o amor existe. Sim o amor. Uma cena escondida em meio a milhares de pessoas me mostrou isso... Havia um garoto, e uma garota, não deveriam ter nem dez anos,  ou no máximo dez, estavam sentados na beirada de um muro alto que rodeia a escadaria de uma igreja histórica da cidade. A garota descansava o rosto no ombro do garoto, os dois conversavam alguma coisa em um nível de intimidade altíssimo, e então, depois de alguns minutos e várias trocas de olhares, eu vi a felicidade no rosto deles, as gargalhadas sinceras dos dois preenchiam todos os espaços vazios que ali sobravam, se é que sobravam,  e então involuntariamente o garoto beijou o rosto da garotinha e ela sorriu.

Posso dizer que a inocência dos dois me comoveu de uma forma reflexiva, pois a partir daí pensei bastante na definição do que eu vi, e cheguei à conclusão de que o amor é sereno, tranquilo, recíproco, diferente da definição de amor que muitos tem por aí, o amor não se resume aquilo que pesquisamos no google, ou a aqueles textos e frases que estão lá no tumblr, o amor é bem mais que isso, sempre foi, e nunca vai deixar de ser. O amor é puro, inexplicável, involuntário, instigante, seja ele qualquer tipo de amor, pois eu não sei o que aqueles dois eram, e provavelmente nunca vou saber, mas seja o que for, era amor o que eles tinham ali, e eu sei disso porque eu vi, eu vi o amor de perto, vi a sinceridade nos olhares, gargalhadas e a conexão que os dois tinham. E pra ser franca, eu não sou uma especialista em relacionamentos, muito pelo contrário, cada dia mais aprendo mais com o meu, que por sorte, destino, ou seja, lá o que for, também é recíproco, intenso, inexplicável e me dá boas dores de cabeça as vezes.

O amor, seja ele o que for, quando você o encontrar, segure, não deixe ir, mesmo que as vezes seja isso o que você mais queira fazer, insista naquilo que te faz feliz, e assim, talvez conseguirá chegar perto do amor sincero e inocente dos dois que inspiraram esse texto, eu gostaria muito de um dia saber o que era aquilo, que tipo de amor era aquele, qual é a verdadeira definição dessa palavra tão pequena mas que nos dá em doses grandes a mistura de todos os sentimentos possíveis. Termino esse texto com a mesma pergunta que me deixou intrigada aquele dia... Qual a verdadeira definição de amor? E peço encarecidamente:

Quando alguém encontrar, por favor, me avise. 

I'm back!!!

(foto: tumblr)



É isso mesmo pessoinhas, depois de muito tempo resolvi dar as caras por aqui. Por onde eu andei? Porque abandonei o blog? Bom, para começo de conversa, todos vocês sabem que ano passado (2015) foi o meu primeiro ano na faculdade, primeiro ano morando sozinha, primeiro ano longe dos pais e tendo que começar a ter bastante responsabilidade e entrar na vida de adulto (que por sinal é uma merda) antes da hora. Sendo franca, o primeiro ano foi bem puxado pra mim, as matérias, provas, minha "carreira" de escritora finalmente começando, e tudo mais. 

Com tantos afazeres acabei ficando sem tempo para o blog, mas esse ano, finalmente consegui conciliar tudo o que tenho que fazer em tão poucas vinte e quatro horas, e então decidi voltar a fazer o que eu mais gosto, que é escrever, haha! Tenho muito conteúdo pra postar aqui, e espero que vocês acompanhem e gostem! 

Beijinhos, Amanda! 


Do you remember?

 

Ela ainda sente a falta dele.
Ele ainda se lembra dela todas as noites.
Cada um segue a sua vida da forma que acha melhor.
Ela preocupada com as provas da faculdade.
Ele tentando agradar o pai procurando um emprego melhor.
Ambos sorrindo por ai.
Mas cada um sabe a falta que o outro faz.
Ela escuta a mesma música todos os dias.
Ele passa em frente a faculdade dela sempre que sai do trabalho.
Os dois com uma angustiante saudade no peito.
Os dois querendo se refugiar um no outro.
Os dois sempre relembrando momentos.
Os dois querendo voltar pros braços do outro.
E os dois ficarão apenas com uma saudade enorme.
O tempo vai passar.
Eles vão conseguir enganar a todos que já esqueceram.
Mas as pessoas mais importantes a serem enganadas, serão as mais difíceis de convencer:
Eles mesmos.
E a saudade que eles sentirão sempre ficará mais forte.
Pois..
Ela era orgulhosa para admitir.
E ele covarde pra falar.
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